Heliponto com Resina Epóxi: Brilho, Resistência e o Papel do Acabamento PU
- abcepoxi
- 25 de jul. de 2025
- 3 min de leitura

A aplicação de resina epóxi em ambientes externos como helipontos, estacionamentos, áreas técnicas e coberturas exige um olhar técnico cuidadoso sobre a durabilidade estética e funcional do sistema ao longo do tempo. Embora o epóxi seja um dos materiais mais resistentes mecanicamente e com excelente desempenho químico, é importante entender como ele se comporta frente aos intempéries — como sol intenso, chuva, variações de temperatura e alta luminosidade UV.
Por que o epóxi amarela com o tempo?
A resina epóxi é um polímero termoendurecível formado pela reação entre um epóxido (resina base) e uma amina (endurecedor). Essa reação forma uma estrutura tridimensional altamente resistente, com excelentes propriedades de adesão e dureza. No entanto, esse tipo de rede polimérica possui grupos químicos suscetíveis à degradação por radiação ultravioleta (UV), principalmente os grupos éteres e os anéis aromáticos presentes na matriz epoxídica.
A radiação UV quebra essas ligações químicas (um processo chamado fotodegradação) e gera radicais livres, que reagem com o oxigênio do ar e resultam em compostos amarelados chamados cromóforos. Esse processo é puramente estético — ou seja, a resistência mecânica e química do epóxi permanece excelente —, mas a aparência se deteriora, principalmente em cores claras ou vivas.
Como o epóxi se comporta com sol e chuva?
Sol: Apesar de não derreter ou amolecer com o calor, o epóxi pode sofrer descoloração e perda de brilho sob exposição prolongada ao sol.
Chuva e umidade: Desde que bem curado e aplicado sobre substrato seco, o epóxi resiste muito bem à umidade. No entanto, fissuras ou aplicação incorreta podem permitir infiltrações e prejudicar o desempenho.
Temperaturas extremas: O epóxi resiste a variações de temperatura, mas sua estabilidade dimensional pode ser melhorada com sistemas híbridos ou acabamento em PU.
Quando aplicar um acabamento PU sobre o epóxi?
Em áreas externas ou que recebem incidência solar direta — como helipontos, áreas descobertas e rampas de acesso —, é altamente recomendada a aplicação de um acabamento em poliuretano (PU), transparente ou pigmentado, sobre a camada de resina epóxi.
O PU alifático, em especial, é formulado com cadeias não aromáticas e, por isso, não sofre fotodegradação da mesma forma que o epóxi. Ele possui estabilidade UV, mantendo a cor e o brilho mesmo após anos de exposição solar. Isso faz com que o PU funcione como uma barreira protetora sobre o epóxi, preservando sua estética e ampliando sua vida útil.
Resumo Técnico:
Propriedade | Resina Epóxi | Poliuretano (PU Alifático) |
Resistência mecânica | Excelente | Muito boa |
Resistência química | Alta | Alta |
Estabilidade UV | Baixa (amarela) | Alta (não amarela) |
Flexibilidade | Média (mais rígido) | Alta (mais elástico) |
Ideal para áreas externas | Somente com acabamento PU | Sim |
Projeto executado: Heliponto com sistema epóxi
Na foto, você vê um heliponto recém-executado com revestimento epóxi de alta espessura, preparado para resistir ao tráfego de aeronaves e às intempéries do ambiente externo. Para garantir a durabilidade da cor e brilho, aplicamos acabamento PU transparente, formando uma camada protetora contra os efeitos do sol e da chuva.
Esse tipo de cuidado técnico é o que assegura a performance a longo prazo, mesmo sob condições climáticas severas.
Conclusão
Embora o epóxi seja um dos materiais mais resistentes e confiáveis para revestimentos industriais, é essencial compreender seus limites frente à radiação solar. Por isso, em ambientes externos, o uso de PU como acabamento final é a solução ideal para garantir beleza, proteção e estabilidade da cor.
📞 Fale com nossa equipe técnica!💡 Estamos prontos para oferecer a melhor solução para o seu projeto, com segurança, durabilidade e estética impecável.



Comentários